Itaim Paulista: Moradores de áreas atingidas por enchentes reclamam de abandono da Prefeitura
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011Dois anos depois da enchente que inundou 12 bairros da zona leste da capital paulista ao mesmo tempo e durou meses em parte deles, moradores do guia do Itaim Paulista ainda sofrem com alagamentos e denunciam o descaso da Prefeitura de São Paulo e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) do estado. Córregos assoreados e entupidos de lixo fazem parte do dia a dia da população do local. Além de inundações, há o risco de epidemia de dengue. “Uma chuva mais forte vai ser desastrosa”, afirma Euclides Mendes do Nascimento, morador e líder comunitário. A pior enchente da região teve início em 8 de dezembro de 2009 e se estendeu até fevereiro de 2010.
Na casa do aposentado Antonio Pereira Passos, na rua Domingos Fernandes Nobre, as marcas da inundação de 2009 ainda estão nas paredes. “Aí é a marca da água que ficou parada. Mas foi muito mais alto que isso”, apontou, mostrando o local. Há 30 anos morador da região e apaixonado pelo bairro, ele percorre rua por rua da vizinhança mostrando os efeitos das enchentes que atingiram milhares de pessoas há exatos dois anos.
Em 2010, o problema voltou a ocorrer no bairro, mas em menor intensidade. Este ano as ruas voltaram a encher com as chuvas que caíram no 15 de dezembro. A precipitação, que começou de madrugada e durou uma hora e meia, não chegou a causar os mesmos danos do passado, mas o temor dos moradores entrevistados pela Rede Brasil Atual é de que a situação de 2009 volte a se repetir neste verão.
A duas quadras da casa de Passos, está um dos motivos de preocupação: uma antiga lagoa assoreada. Meninos chegam a brincar por cima do mato e aguapés. “Na década de 1970 era um porto de areia. Mas foi desativado. Acabou se transformando numa lagoa profunda e perigosa”, descreveu. No local, aberto e extenso, crianças e adultos já morreram afogados. Com o abandono da área, a situação ficou ainda pior, porque passou a concentrar lixo e areia, que cobrem os dutos de escoamento da água. As águas pluviais que antes iam parar na lagoa, atualmente retornam às ruas do bairro.
Em visita ao local, a reportagem encontrou crianças soltando pipa, lixo acumulado e muitas larvas de insetos na água. Embora o local pareça um campo coberto de mato, após alguns passos é possível perceber que o terreno se move e há água por baixo. Os moradores calculam que a lagoa tenha cerca de 10 metros de profundidade.
Fonte: Rede Brasil Atual
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