‘Curva do S’ ameaça casas no Itaim Paulista
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011Duas conversões fechadas em sequência estão na rota de quatro linhas de ônibus e dos caminhões que fogem do pedágio da Rodovia Ayrton Senna. Quando algo dá errado na tentativa de vencer a chamada “Curva do S”, na esquina da Rua Alfredo de Melo com a Bernardes de Chaves Cabral, no bairro do Itaim Paulista, Zona Leste, postes são derrubados, carros invadem casas, pedaços da sacada de um sobrado são arrancados e acidentes acontecem.
Mesmo em baixa velocidade, eles podem ser fatais. “Uma vez o ônibus fazia a curva, a cerca de 10 km/h, e uma adolescente foi prensada contra o poste e morreu na hora”, lembra o comerciante Eliezer Adílio Costa Santos, de 59 anos, que tem uma borracharia no local. Alguns moradores chegaram a fazer uma barreira na calçada, de canos de ferro com cimento, para evitar que os carros batam nos portões.
A residência do aposentado Valdomiro Macena Faria, de 88 anos, é uma das que estão ameaçadas. Pela rua estreita, de mão dupla, caminhões e ônibus trafegam em cima da calçada para completar a curva e, às vezes, não conseguem. “Um dia acordei com uma Kombi na janela da minha casa. O motorista não conseguiu fazer a curva e atravessou meu muro”, relata. Os arranhões no poste em frente à sua casa dão a medida do perigo. Às vezes, até eles são arrancados.
Faria mora desde 1953 na mesma casa. “Naquele tempo quase não existiam carros. Aqui só tinha uma ponte de madeira, por onde os caminhões, que carregavam os tijolos para a construção das casas, passavam”, lembra. O morador diz que desde a administração do ex-prefeito Mário Covas (1983-1986), os moradores reivindicam melhorias. “O Mário Covas foi o único que esteve aqui para ver o problema de perto. Mesmo assim não tomou nenhuma atitude.”
Depois da inauguração do Viaduto Carlito Maia, em 2002, que liga o bairro à Avenida Marechal Tito, o trânsito ficou mais carregado. “Muitos caminhões passam por aqui para desviar do pedágio da Rodovia Ayrton Senna. Então é preciso que a CET restrinja a circulação de determinados caminhões”, pede Euclides Mendes do Nascimento, presidente do Centro de Formação e Aprimoramento do Trabalhador (Cefat). A CET, no entanto, alega que as vias são utilizadas como rota de acesso entre os bairros Jardim Helena e Vila Itaim, através da Rodovia Ayrton Senna. E informa que, em abril do ano passado, proibiu o estacionamento de veículos e realizou a manutenção da sinalização horizontal no local.
Segundo Nascimento, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana já fez a licitação para a contratação de projeto executivo de paisagismo, pavimentação, drenagem, sinalização e desvio de tráfego das vias no entorno do viaduto. Mas só início do mês foi publicada no Diário Oficial (DO) a prorrogação de 60 dias para contratar o projeto.
Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Obras, o projeto executivo de reconfiguração viária está em andamento. O que foi publicado no DO foi o prazo para que a empresa finalize e entregue o projeto. Nele serão gastos R$ 7.470.
Fonte: Diário de S. Paulo
Fonte: Diário de S. Paulo
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